Marcelo Melo mantém rotina de treinos na Flórida e comenta adiamento dos Jogos de Tóquio para 2021

Marcelo no Saddlebrook Tennis Academy, em Tampa (Foto: Divulgação)
O novo coronavírus (COVID-19) provocou muitas alterações no calendário dos mais diversos esportes. No tênis não foi diferente, com o circuito retornando, a princípio, no dia 8 de junho. E, nesta semana, veio o anúncio do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio/2020 para 2021. O mineiro Marcelo Melo recebeu a notícia em Tampa, na Flórida (EUA), destacando o acerto da medida tomada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pelo governo do Japão. Marcelo está desde a semana passada no Saddlebrook Tennis Academy, realizando treinamentos físicos e em quadra, seguindo os cuidados e recomendações em tempos de pandemia, sem descuidar da forma.

“O adiamento dos Jogos foi acertado. Estamos vivendo esse momento de incerteza. Os casos no mundo inteiro aumentando, alguns lugares diminuindo. Não acredito que é hora de realizar uma Olimpíada. Todo mundo apreensivo. Acho uma mudança correta tanto para os atletas, como para os fãs, para as pessoas que vão viajar até o Japão para assistir. É um evento tão glamouroso, que todo mundo sempre espera poder participar, poder acompanhar. Agora os atletas terão mais tempo para se preparar”, afirma Marcelo, patrocinado por Centauro, BMG, Itambé e Taroii, com apoio de Asics, Orfeu Cafés Especiais, Volvo, VOSS e Confederação Brasileira de Tênis.

“É uma situação atípica que estamos vivendo. Então é treinar respeitando esse momento. Nós, atletas, a maioria treinando com portas fechadas. Eu estou praticamente isolado aqui dentro, não saindo para nada do resort, que tem todas as facilidades, torcendo para que as coisas melhorem o quanto antes para todos. E mesclando treinos físicos com a quadra, para manter o ritmo e a condição física, numa rotina diária”, explica Marcelo, repetindo as palavras que já se tornaram sinônimo da pandemia. “Fiquem em casa”.

Melo está nos Estados Unidos desde o início deste mês, para onde viajou após conquistar o título do ATP 500 de Acapulco, no México, ao lado do parceiro polonês Lukasz Kubot, e onde disputariam o Masters 1000 de Indian Wells, o primeiro dos torneios cancelados pelo novo vírus. Seguiu treinando na Califórnia, no Indian Wells Tennis Garden e, agora, desde a semana passada está na Flórida, realizando treinos ao lado do amigo alemão Alexander “Sascha” Zverev.

Coronavírus: Marcelo Melo segue rotina de treinos na Flórida (EUA) com Alexander Zverev

Treinamentos, agora, em Saddlebrook (Foto: Divulgação)
O circuito está suspenso até o dia 7 de junho em função da pandemia de coronavírus (COVID-19). O momento continua sendo de treinar, manter a forma, enquanto os jogos não são retomados. E o mineiro Marcelo Melo está seguindo uma rotina de treinamentos nos Estados Unidos, para onde tinha viajado antes do cancelamento do primeiro dos torneios afetados pelo novo vírus, o Masters 1000 de Indian Wells. Inicialmente, com treinos no próprio local em que seria realizado a disputa, o Indian Wells Tennis Garden, na cidade de Indian Wells, na Califórnia. Agora, na Saddlebrook Tennis Academy, em Tampa, na Flórida. Ao seu lado, o amigo Alexander “Sascha” Zverev, alemão número sete no ranking de simples da ATP, com quem vêm realizando treinamentos tanto na parte física como na quadra.

“Decidi ficar treinando aqui nos Estados Unidos, seguindo todo um planejamento para esse período sem torneios, que a princípio era de seis semanas e, agora, foi prolongado. Cada tenista está fazendo sua programação para enfrentar essa pausa provocada pela pandemia. O Sascha, grande amigo, mais uma vez me convidou para treinar em Saddlebrook. Já vim em algumas semanas de pré-temporada e é muito bom estar de volta. Treino com ele às vezes aqui, às vezes nos torneios. O que temos a fazer durante essa pausa é manter a forma treinando e ficar na expectativa de voltar a jogar assim que a situação permitir”, afirma Marcelo, patrocinado por Centauro, BMG, Itambé e Taroii, com apoio de Asics, Orfeu Cafés Especiais, Volvo, VOSS e Confederação Brasileira de Tênis.

“Saddlebrook é como se fosse a minha segunda casa. Venho há muito tempo aqui. É treinar, aproveitar toda esta estrutura e esperar que tudo fique bem logo, no meu país, no Brasil e em todo o mundo”, observa Zverev.

Inicialmente, a pausa no calendário seria de seis semanas, com as disputas retornando em 28 de abril. Mas, em novo comunicado, nesta quarta-feira (18), a ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) estendeu a paralisação no circuito até 7 de junho, com os torneios voltando apenas na temporada de grama, a partir do dia 8.

Rankings congelados – A ATP anunciou, também, o congelamento dos pontos dos rankings durante esse período, com os tenistas mantendo suas pontuações e colocações. Antes da paralisação, a conquista do ATP 500 de Acapulco, o primeiro título em 2020 de Melo e seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot, somada à semifinal no Rio Open, fez com que a dupla subisse 34 posições na Corrida para Londres, ocupando a sexta colocação, com 815 pontos. O ranking define as oito melhores parcerias do ano para a disputa do ATP Finals, no encerramento da temporada. Já no ranking mundial individual de duplas, Melo e Kubot ganharam três posições depois de Acapulco e aparecem no top 5, empatados em quinto lugar, com 5.140 pontos.

No México, Marcelo conquistou o 34º título da carreira, o 14ª com Kubot. Pelo 14º ano consecutivo comemora no mínimo um título por temporada. Juntos, Melo e Kubot ganharam pelo menos um torneio por ano desde 2015.