Melo viaja para o início da temporada 2018 na Austrália

Marcelo disputa o primeiro torneio do ano em Sidney (Foto: Luiz Doro / @dorofoto)
A temporada 2018 de Marcelo Melo começa em Sidney, na Austrália, onde a partir da próxima segunda-feira (8) será disputado o ATP 250 de Sidney. Depois de uma pré-temporada no Brasil, treinando em sua cidade, Belo Horizonte (MG), e de passar as festas de Natal e Ano Novo no País, Melo viaja nesta quarta-feira (3) para a Oceania. Lá, ao lado do parceiro polonês Lukasz Kubot, jogará em Sidney e, na sequência, a partir do dia 15, já terá o primeiro grande desafio do ano, o primeiro Grand Slam de 2018, o Australian Open, em Melbourne.

Melo é o atual número 1 no ranking mundial individual de duplas, posição que voltou a ocupar no dia 6 de novembro do ano passado. Ao longo da carreira, já são 36 semanas na liderança. Com Kubot, encerrou 2017 também com o primeiro lugar no ranking de duplas.

Agora, as atenções se voltam para a temporada 2018. Depois de conquistar seis títulos no ano passado, entre os quais Wimbledon e três Masters 1000, Melo e Kubot entram novamente em quadra buscando manter o nível alcançado pela dupla em 2017 – seu primeiro ano juntos – e evoluindo sempre, já pensando em novas conquistas.

“Gostaria de ganhar mais um Grand Slam, títulos inéditos, quem sabe outros Masters 1000. E estar novamente no ATP Finals, no encerramento da temporada, com chances de ser campeão”, afirma Melo, que tem o patrocínio de Centauro, BMG e Itambé, com apoio da Confederação Brasileira de Tênis.

Melo e Kubot chegam como favoritos em Sidney. Em 2017, no início da parceria, perderam na estreia. No Australian Open, saíram na terceira rodada. Foi um momento, no começo da temporada, em que a dupla ainda estava se conhecendo, buscando os ajustes, os aprendizados e a melhor forma de atuar. Depois vieram o entrosamento e os grandes resultados.

“O importante, agora, é começar 2018 mantendo o nível em que vínhamos jogando e buscando sempre evoluir. Motivação não falta para isso e tem o principal, que é o gosto pelo tênis, independente do que já conquistei ou venha a conquistar. Paixão pelo tênis, que tenho desde criança, e que acaba resultando em vitórias, títulos e rankings”, explica Melo. “Entre os torneios ao longo do ano, o Australian Open é um que gosto muito de jogar”, completa o tenista.

Daniel Melo é escolhido treinador do ano pela ATP

Melhor técnico e dupla número 1 do mundo (Foto: Divulgação / ATP)
A família Melo teve muitos momentos de comemoração nesta temporada 2017 do tênis. Foram seis títulos, 10 finais e a liderança nos dois rankings mundiais de duplas para Marcelo Melo. Agora, mais uma conquista. Treinador do irmão há 10 anos, Daniel Melo foi escolhido “Coach of the Year 2017” pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Assim, na parceria entre os irmãos, Marcelo termina como melhor tenista do mundo nas duplas e Daniel como técnico do ano.

O prêmio de melhor treinador de 2017 foi um reconhecimento a Daniel pela temporada de destaque da dupla formada pelo mineiro Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot, que encerrou o ano como número 1 do mundo. Melo é, também, o atual líder no ranking mundial individual de duplas, seguido pelo polonês, em segundo. O checo Jan Stoces, técnico de Kubot, recebeu a mesma premiação de Daniel. Assim, Marcelo, Kubot, Daniel e Stoces formam hoje o melhor time do mundo de duplas.

“O ano de 2017 foi excepcional para a dupla, com a conquista de títulos expressivos e inéditos. Desde 2007, eu me dedico ao trabalho focado nas duplas, treinando o Marcelo. Ter recebido esse reconhecimento por parte da ATP é muito gratificante. Uma honra para mim”, afirmou Daniel, 40 anos, seis anos mais velho que o irmão.

Ao longo desse período, Daniel esteve presente em todos os 28 títulos conquistados na carreira de Marcelo, entre os quais os Grand Slam de Wimbledon, nesta temporada, e de Roland Garros, em 2015, e oito Masters 1000, assim como as lideranças no ranking mundial.

Daniel parou de jogar após 10 anos como tenista profissional, depois de uma lesão no menisco. Desde 2007, como treinador, viaja com Marcelo para os principais torneios do calendário e o acompanha ao longo de toda a temporada. Nessa parceria vitoriosa, uma rotina de muito trabalho, respeito, confiança e companheirismo, dentro e fora da quadra, trazendo como resultado as muitas conquistas. Como a de agora, como melhor técnico do ano.